sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Coisa Que Fascistas "Modernos" Ainda Pensam

...Mas têm certa vergonha em admitir - alguns nem isso.

Polêmica de 1550 entre "Las Casas" e "Sepulvera". Tratava-se de discutir o destino dos "selvagens" americanos. Interessante saber que esses "selvagens" viviam, segundo observava o navegador Américo Vespúcio, cerca de "cinquenta anos". Não se sabe se ele errou - pra cima ou pra baixo - mas, certamente, esta "expectativa de vida" não se manteve após a chegada dos invasores, até pelo motivo de que certamente muita gente apoiava as opiniões do jurista (só podia ser...) Sepulvera:

“Aqueles que superam os outros em prudência e razão, mesmo que não sejam superiores em força física, são por natureza senhores. Ao contrário, os preguiçosos, os espíritos lentos, mesmo que tenham as forças físicas para cumprir todas as tarefas necessárias, são por natureza servos. E é justo e útil que sejam servos, e vemos isso sancionado pela própria lei divina. Tais são as nações bárbaras e desumanas, estranhas à vida civil e aos costumes pacíficos. E será sempre justo e conforme o direito natural que essas pessoas estejam submetidas ao império de príncipes e de nações mais cultas e humanas, de modo que, graças à virtude destas e à prudência de suas leis, eles abandonem a barbárie e se conformem a uma vida mais humana e ao culto da virtude. E se, por ventura, recusarem este império, podemos impô-lo. Pode-se usar armas que a guerra ainda seria justa, bem como declara o direito natural, pois os homens honrados, inteligentes e virtuosos dominam aqueles que não têm essas virtudes”. (grifei)

Juristas de ontem faziam estrago. Também o fazem os juristas de hoje com mentalidade semelhante:



PS: Não existiam apenas "Sepulveras". Outros depoimentos da época, talvez menos influenciados pela religião, iam no extremo oposto (o selvagem americano era tido como a humanidade verdadeira: trabalhador, bondoso, feliz, sem avareza...). Entretanto, independentemente de serem verdadeiros ou falsos, não eram bem esses relatos, inclusive de navegadores, os que guiavam as ações dos homens de negócios. Obviamente.

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