Treinando uma coisa divertida
De fato, o choque/reforma fiscal pedido
pela "direita" faz sentido se se partir da premissa de que o mercado
gasta de forma mais produtiva que o Estado. Afinal, com gastos
públicos reduzidos, menor necessidade de pedir dinheiro emprestado (ou abre-se a possibilidade pra diminuir imposto, o que incentiva investimentos privados), assim, a taxa
de juros pode cair, pois a oferta
de títulos pode ser menor. Ou seja, o "choque fiscal" permite diminuir os juros pra desinflar a, agora, "hiperdemanda" por títulos. É uma opção. Não seria mais preciso atrair um monte de
investidores pra fechar as contas, apenas alguns. De quebra,
restaura-se a confiança, criando-se um ambiente favorável a
investimentos.
Acima um monte de verdade - que eu escrevi - que pode (ou quer) passar duas grandes ideias (maiores que as verdades inclusive), que na verdade são falsas:
Falsa ("Parece até que...") nº 1 - Só há uma solução "técnica" possível.
Erro: Não é. Reduzir gasto público é só
uma das opções para reduzir o déficit (choque fiscal), a outra é aumentar imposto.
Falsa ("Parece até que...") nº 2 - Todos devem apoiar a redução dos gastos públicos.
Erro: Não é uma verdade em si, pois parte de premissas implícitas controversas (não discutidas!). É o pressuposto implicito de que todo mundo acha
que o aumento da produtividade puro e simples é o critério/objetivo exclusivo da nossa "sociedade". Ou seja, a frase esconde (simplesmente!) o mais importante da questão, que é:
"há um
objetivo exclusivo da sociedade brasileira?"
"Há ao menos um "número
um"?"
"Qual é o objetivo "número um" da sociedade? Produtividade pura e
simples? Qualidade de vida? Reduzir o déficit público?"
Ou seja, esta última "ideia falsa" é a pior (!), pois fica claro que não é uma questão essencialmente técnica, mas sim política.
Este post, de certa forma, não é novidade pra ninguém... Mas acaba sendo. Afinal, os telejornais da vida usam tanto esse recurso que a gente acaba naturalizando.
Ass: Arnold Alois Schwarzenegger
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